Companhias de Dança e Coreógrafos do France Danse

A lista das companhias de dança e coreógrafos que compõe o festival France Danse desse ano no Brasil conta com artistas consagrados e outros que estão despontando agora na carreira, confira aqui a lista com todos os artistas que se aprsentarão em BH e um pouco mais de sua história.

Nadia Beugré

Nadia Beugré deu seus primeiros passos na dança dentro do Dante Théâtre, onde explorou as danças tradicionais da Costa do Marfim. Em 1997, acompanhou Béatrice Kombé na criação da companhia Tché Tché. Tendo recebido diversos prêmios, a companhia passou a fazer suas produções e ministrou oficinas nos diversos países aos quais foi convidada.
Nadia criou em seguida o solo Un espace vide: Moi, apresentado na Inglaterra, França, Burkina Faso, Tunísia, Estados Unidos. Passou pela formação «Outillages Chorégraphiques» (Escola das Areias, de Germaine Acogny, Senegal). Depois, em 2009, integrou a formação artística Ex.e.r.ce «Danse et Image» (direção artística de Mathilde Monnier), onde começou a trabalhar em seu solo Quartiers Libres. Trabalha principalmente junto de Seydou Boro e Alain Buffard. Criou sua nova peça Legacy em agosto de 2015 no Festival La Bâtie de Genève. Legacy foi apresentada em seguida no Théâtre de la Cité Internationale, no âmbito do Festival de Outono de Paris, em Bergen (Noruega) e no Parvis de Tarbes, onde encontrou a apreciação do público e dos profissionais. Em 2016, Nadia se dedicaria à sua próxima, Tapis Rouge, inspirada na forma apresentada em 2014 nos Sujets à vif/SACD, do Festival de Avignon. Estreia prevista para janeiro de 2017.

Frank Micheletti

Após uma formação em teatro com Jean-Pierre Raffaelli, trabalhou com Hubert Colas e Isabelle Pousseur. Encaminhou-se em seguida para a dança.
Antes de criar a companhia Kubilai Khan Investigations, dançou para Joseph Nadj em diversas criações (Le Canard pékinois, Woyzek, Commedia Tiempo, Les Commentaires d’Habacuc..) e foi assistente na encenação de «Le Cri du Caméléon», realizada para o CNAC.
Em 1996, fundou com Cynthia Phung-Ngoc, Ivan Mathis et Laurent Letourneur, a companhia Kubilai Khan Investigations, e assinou como coreógrafo todas as peças (mais de 25): de «Wagon zek, dépôt 1» (1996) a «no.W.Here» (2016).
De 1999 a 2001, foi artista associado em Châteauvallon; de 2007 a 2009, na Comédie de Clermont-Ferrand e também no Arsenal de Metz, por dois anos. Em 2008, a companhia integrou o projeto «Tremblay, territoire(s) de la danse”, em parceria com o Théâtre Louis Aragon de Tremblay-en-France. De 2012 a 2014, em residência no Théâtre Paul Eluard de Bezons, e em 2016, realizou com a companhia duas novas residências, com Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis e com o Théâtre des Salins/Scène Nationale de Martigues. É artista associado do Théâtre du Beauvaisis, em Beauvais.

Herman Diephuis

Nascido em Amsterdam, formado em Mudra, Herman Diephuis já foi intérprete de vários coreógrafos, como Mathilde Monnier, François Verret, Jérôme Bel, Xavier Le Roy, Alain Buffard, Stéphanie Aubin, antes de fundar sua companhia, a associação ONNO, em 2004, para criar suas próprias coreografias, entre as quais D’après J.-C., Dalila et Samson, Paul est mort?, Ciao bella, All of me e Let it be me, Objet principal du voyage, Bang ! et CLAN.
Paralelamente, desenvolveu projetos de criação com amadores e propostas em locais atípicos, como parques e museus.

Maguy Marin

Bailarina e coreógrafa nascida em Toulouse, Maguy Marin estudou dança clássica no Conservatório de Toulouse, depois entrou para o balé de Estrasburgo, antes de ingressar na Mudra (Bruxelas), escola multidisciplinar Maurice Béjart. Em 1978, criou com Daniel Ambash, o Ballet-Théâtre de l’Arche, que se tornaria em 1984 a Compagnie Maguy Marin. O Centre Chorégraphique National de Créteil et du Val-de-Marne surgiu em 1985, para o desenvolvimento de um trabalho artístico constante e intensa divulgação pelo mundo afora. Em 1987, o encontro com o músico e compositor Denis Mariotte deu início a uma longa colaboração. Em 1998, Maguy Marin deixa Créteil e vai para o Centre Chorégraphique National de Rillieux-La-Pape, onde permaneceu na direção até 2011: Um “nós, em tempo e lugar”, que reforça nossa capacidade de fazer surgir “essas forças diagonais resistentes ao esquecimento” (H. Arendt).
O ano de 2011 seria o de retomada de atividades em que se costumam dar a reflexão e o trabalho da companhia. Após a intensidade dos anos passados no CCN de Rillieux-la-Pape, surge a necessidade de uma nova etapa a partir de uma ancoragem na cidade de Toulouse, em 2012. Em janeiro de 2015, Maguy Marin retornou à aglomeração lionesa. Uma instalação em Ramdam, em Sainte-Foy-lès-Lyon dá início a mais um projeto ambicioso: Ramdam, un centre d’art.

David Wampach

O viés artístico pessoal de David Wampach o faz integrar a Association Achles. Após o duo D ES R A (2003), assinado também por Pierre Mourles, e o solo CIRCONSCRIT (2004), ele criou BASCULE (2005), QUATORZE (2007), AUTO (2008), BATTERIE (2008) e BATTEMENT (2009).
Em 2011, Wampach criou duas novas peças com referência aos Ballets Russes: CASSETTE, uma releitura de Quebra-Nozes, e SACRE, baseada em A Sagração da Primavera, apresentada no Festival Montpellier Danse 2011. Nesse mesmo ano, foi premiado em Villa Kujoyama, Kioto, Japão. Em 2012 et 2013, dá sequência a seu trabalho sobre rituais e transe, realizando seu primeiro curta-metragem, RITE, um prolongamento de peça SACRE, e cria o solo TOUR, no qual ele apresenta um ser primal tomado pelo ritmo do fluxo respiratório, compondo um retrato visual e sonoro.
Em 2014, criou o duo VEINE, por ocasião do festival de artes de rua Cratère Surfaces, organizado por Le Cratère, Scène Nationale d’Alès, do qual é artista associado desde 2012. Sua nova peça, URGE, foi criada por ocasião do festival Montpellier Danse 2015.
Paralelamente, David Wampach participa de atividades de formação, como ex.e.r.ce, no Centre Chorégraphique National de Montpellier, a formação EMFOCO, em Concepción, Chile, e danceWEB, no quadro do festival ImPulsTanz, que o convidou para mentor em 2014.

Mourad Merzouki

O coreógrafo Mourad Merzouki, figura do movimento hip-hop desde o início dos anos 1990, desenvolve seu trabalho no cruzamento de múltiplas disciplinas. Em torno da dança hip-hop explorada em todos os seus estilos, agregam-se o circo e as artes marciais, ou ainda as artes plásticas, o vídeo e a música live. Sem perder de vista as raízes do movimento, suas origens sociais e geográficas, esse confronto permite abrir novos horizontes para a dança e revela pontos de vista inéditos.
Desde 1996, 25 criações foram apresentadas em mais de 700 cidades. Em 20 anos, a companhia Käfig realizou mais de 2600 apresentações em 61 países, para mais de um milhão de espectadores.. Em média, 140 apresentações por ano ao redor do mundo assinalam o ritmo de vida da companhia.

Fonte: Site oficial da France Danse

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