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France Danse: Programação Completa!

Esse ano o France Danse chega pela primeira vez no Brasil, trazendo várias companhias de dança que farão espetáculos em 15 cidades do país, de agosto até novembro. Concebida pelo Institut Français e pela Embaixada da França no Brasil, com o apoio do Ministério da Cultura e da Comunicação da França, essa operação existe desde 2007 e já passou por diversos países da Ásia, Europa e América do Norte.

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26 e 27 de agosto: Nadia Beugré – Quartiers Libres

Nesta performance Nadia Beugré deseja questionar os espaços que nos são proibidos, perguntar quais são eles e o que fazemos deles. Quartiers Libres explora e revela esses espaços tabus onde nos impõem a reclusão, os espaços proibidos nos quais decidimos entrar assim mesmo: espaços de expressão, de submissão, de revelação. Uma busca violenta e vã de liberdade se desencadeia, luta em que o abandono não é uma opção.

No meio do público, surge uma cantora singular, liberando-se, zombando de suas carências vocais, mas permanecendo prisioneira das ferramentas de sua performance, tais como o longo fio de seu microfone no qual ela se enrosca. Esse desejo imperioso de expressão a faz ocupar o palco, ela agora pode fazer o que quiser. Como enfrentar a situação? Diante das garrafas de plástico vazias que a cercam, a bailarina se transforma ao longo das liberdades que ela se dá. Às vezes ganha confiança e força junto ao público, depois adentra ainda mais os territórios proibidos, assim como um mamífero marinho que volta à superfície para tomar ar a fim de ir ainda mais fundo.

Numa luta contra um mundo que busca enterrá-la, num universo sonoro ao mesmo tempo dominador e acolhedor, seu corpo e seus resíduos se tornam por fim uma coisa só: eles se atravessam, se confundem, se absorvem.

Local: Sesc Palladium
R. Rio de Janeiro, 1046 – Centro, Belo Horizonte

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28 e 29 de setembro: Frank Micheletti – Your Ghost is not Enough

Num espaço fechado por painéis pretos, com uma única abertura no lado que dá para o público, a luz sobe lentamente e, em seguida, a luz dos aparelhos sobre os quais a música original é mixada nos deixa entrever a bailarina Sara Tan, sozinha no centro, fazendo movimentos tênues, sinuosos, e evoluções no espaço onde seu corpo passa da horizontalidade para a verticalidade de modo rápido e flexível, numa dança que vai se tornando hipnótica. Com a entrada do bailarino Idio Chichava, os dois se confrontam, exprimem sua individualidade em espelho, fazem a experiência da sensação, do toque, da escuta mútua.

Frank Micheletti coloca de imediato a questão do ser sozinho e do ser em relação ao cerne de seu questionamento: o que é que move um em direção ao outro? Qual seria uma boa distância para a pessoa ser ela mesma? Como se cria uma relação, sabendo que o afastamento, a separação são necessários para a construção de si, que a relação com as distâncias e proximidades formam a base dessa construção?

Ele desdobra a problemática colocando no palco dois duos em espelho, o composto pelos dois bailarinos e o composto pelos dois músicos, entre os quais ele mesmo.

Local: CCBB
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte

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01 e 02 de outubro: Herman Diephuis – Bang!

“Bang! traduz o som de uma detonação, de uma explosão. Bang é a tradução neerlandesa do estado de medo, o tema da peça. Há o medo que nos atrai e nos excita: buscar sensações fortes, estremecer diante de um filme de horror, dar livre curso ao imaginário, sentir medo pelo prazer de sentir, o medo como jogo.

Há também o medo que apavora. Os medos infantis: medo de fantasma, de ruídos, do lobo mau, do escuro. E os medos existenciais: medo do outro, da diferença, da solidão, da morte. Em Bang! exploramos o medo em todas as suas facetas, sua fisicalidade, sua sonoridade e aquilo que ele atrai em nosso imaginário coletivo e individual, evitando-se a caricatura e o figurativo ingênuo.

O tema do medo será tratado com senso de humor e de absurdo sem medo de nossos medos e de colocá-los a nu.” Herman Diephuis

Local: CCBB
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte

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02 de outubro: Maguy Marin – BiT

Com BiT, Maguy Marin chega à sua 49ª criação. No centro dessa carga brutal contra a barbárie ordinária encontra-se a questão do ritmo.

O título se refere ao termo de informática que designa a unidade de medida de informação. Essa palavra monossilábica, bem tônica, já oferece um primeiro elã rítmico após o qual o espetáculo toma forma, implacável sucessão de escansões e impulsos, de torções e tensões orquestradas com o rigor febril de uma dança ao mesmo tempo alegre e desesperada. Um motivo recorrente, uma mesma estrutura surge de modo constante na peça, em sucessão obsessiva: é a farândola, forma de dança coletiva transmitida através dos tempos. Dentro dela se inserem todas as cores da condição humana, dos ritos de amor às danças macabras. Ao som de uma música techno exaltante, toda em “beats”, o conjunto do espetáculo é pleno de crueldade no tocante à análise da sociedade contemporânea, na sombria constatação das dominações que se exercem tanto no plano íntimo como no social, levando a uma degradação da qual nós mesmos somos os agentes. BiT nos arrasta aos abismos de nossa humanidade e interroga nossas responsabilidades individuais em meio à tormenta do desfiar dos dias.

Local: SESC Palladium
R. Rio de Janeiro, 1046 – Centro, Belo Horizonte

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08 e 09 de outubro: David Wampach – SACRE

Se com SACRE David Wampach enfrenta a peça de Stravinsky é para melhor transpô-la à condição de duo. Neste trabalho, o que interessa ao coreógrafo é o estado de êxtase, torpor, embriaguez. Pequenos fragmentos narrativos evocam aqui e ali os fulgores místicos do Sacre original, mas Wampach se concentra na tensão entre o corpo e o espaço. Assim, dois personagens percorrem com passos largos e decididos um espaço nu e frio. O arquejar que move seus corpos atinge os limites de uma performance respiratória e acaba se transformando em música. A partitura é radicalmente expulsa. Da mítica Sagração resta apenas o ritmo desenfreado, crescente, até o golpe de misericórdia final que não é o clássico sacrifício da eleita. Criação de inventividade e fúria fascinantes, uma releitura de um viés estético singular.

Local: CCBB
Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte

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26 de novembro: Mourad Merzouki – Pixel

Mourad Merzouki desenvolve há vinte anos um hip-hop inventivo e aberto, sempre empurrando para mais longe os limites entre as disciplinas artísticas. Pixel, a mais recente criação do coreógrafo, abre caminho para uma conversa entre o universo impalpável das projeções luminosas de Adrien M/Claire B e o real do corpo dos intérpretes. Explorando as novas tecnologias, com e para a dança, corpos e imagens se fundem para criar um mundo de poesia e sonho no qual o virtuosismo e a energia do hip-hop se sublimam. Em dois anos de turnês, Pixel já realizou cerca de 200 apresentações pelo mundo.

Local: Palácio das Artes
Avenida Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte

Todo o evento foi pensado junto com os parceiros brasileiros para mostrar a força da dança contemporânea francesa, contemplando jovens talentos e coreógrafos consagrados. Então marque na agenda os dias a gente se vê lá!

Fonte: France Danse

 

 

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